terça-feira, 29 de novembro de 2011

Três opiniões distintas sobre a candidatura do Fado de Coimbra a Património Imaterial da Humanidade. Diário as Beiras de hoje.

2 Comentários:

Anonymous Anónimo disse...

Carambas,será que todos enaltecem o feito,mas não vêem que eles não quiseram concorrência? Eles quiseram "correr"sózinhos,porque só assim a vitória seria certa.Sendo assim,espézinharam-nos e denegriram-nos com a sua máxima força.Imaginem que concorriam os dois tipos de fado e que o júri só poderia premiar um.Imaginem que o premiado seria o fado de Coimbra.Era um descalabro.Bem,mas tenho a certeza que a malta de Coimbra não ía admitir uma decisão dessas.Ou era prós dois ou não era pra ninguém.Ora,é muito provável que eles tenham pensado assim e resolveram o problema muito à sua maneira."Atacaram"sózinhos e a vitória foi certa.Não se esqueçam, que não é só de Espanha que vêm os maus ventos e os maus casamentos.De Lisboa,mais própriamente da cabeça de certos senhores,vem isso e coisas pióres.
Eu sei que nós não temos compléxos sobre o assunto,nem nos sentimos inferiorizados,pois nós até sabemos TOCAR GUITARRA,além de acompahharmos fado.
Deixem passar a caravana e não esqueçam:"orgulhosamente sós".

30 de novembro de 2011 às 19:55  
Blogger AEL disse...

O Fado, como expressão popular urbana de Lisboa e regiões limítrofes, representa tanto, Portugal, como os romances e os sons de onde eu nasci, Nordeste Transmontano. Aliás, nos anos 50 e 60, o Fado era irrelevante no Nordeste Tranasmontano, enquanto expressão musical, e nem fazia sentido. Certo que guitarristas de Lisboa e fadistas, se alçaram e atingiram níveis de expressão artística que todos reconhecemos.
No que respeita à música de Coimbra, eu opino que a diferença para o fado é de tal monta que não se confundem, e muito menos a guitarra de Coimbra e o seu toque particular, marcado pela avassaladora presença de Artur Paredes. Não há que lamentar a não presença de Coimbra e da sua música na candidatura do fado. naturalmente há que dar os parabéns aos cultores do fado, fadistas, guitarristas e violas.
Por último, queria dizer que quando oiço um fado tocado em guitarra de Coimbra, ainda que com a afinação e o toque de Lisboa, fico desde logo sem vontade de ouvir mais. Pelo menos para o meu ouvido, o fado requer guitarra de Lisboa e o seu timbre apropriado às voltas do fado. Para mim, tenho que Artur Paredes desenhou aquela que agora é a guitarar de Coimbra para que nela não fosse tocado fado, sem desprimor para este.
António Eduardo Lico,

30 de novembro de 2011 às 21:59  

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