sexta-feira, 2 de maio de 2014

Fortunato Roma da Fonseca


Neste dia 1 de Maio de 2014, faz 106 anos que FORTUNATO ROMA DA FONSECA, nasceu no Alandroal, distrito de Portalegre, no ano de 1898. Faleceu em Lisboa, a 29 de Março de 1972.

FORTUNATO ROMA DA FONSECA (1898 – 1972). Violista, compositor
                                
FORTUNATO ROMA DA FONSECA, nasceu no Alandroal, distrito de Portalegre, no dia 1 de Maio de 1898. Seus pais, Augusto César da Fonseca e Eugénia Roma da Fonseca, eram proprietários rurais, naturais desta freguesia do Alandroal. Teve como avós paternos, Fortunato José da Fonseca e Maria Teresa, e maternos, António José Rosa Roma e Ana Gertrudes Roseiro. Foi baptizado na Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Conceição, da vila e concelho do Alandroal e freguesia de Nossa Senhora do Rosário. Foi seu padrinho, o médico João Luís da Fonseca, na altura solteiro, tendo Nossa Senhora como madrinha[1]. Este seu padrinho de quem herda o apelido “da Fonseca” médico e conterrâneo nascido em 1868, formado pela Escola Médico-Cirúrgíca de Lisboa, era uma personalidade muito ligada à cultura, homem de letras, poeta, coleccionador e crítico de arte[2]. Terá tido uma influência grande no que respeita à formação cultural do jovem Fortunato que cedo se manifestou um poeta e músico de qualidade reconhecida. Em Coimbra foi violista e compositor, sendo que não desdenhava cantar acompanhando-se no seu violão de cordas de aço. É autor das músicas de pelo menos três Fados de Coimbra muito conhecidos:
- “Fado de Santa Cruz (Igreja de Santa Cruz), e da sua 2ª quadra, sendo a primeira de João Penha (1839 – 1919).[3]
- “Fado Triste (Ai daqueles que só amam)”, em que a 1º quadra é de autor desconhecido e a 2ª é do poeta João da Silva Tavares (1893 – 1964), alentejano como o autor da música, mas de Estremoz.
- “Crucificado (Avé-Marias são beijos)”, cuja letra é de Francisco Bastos (1864 – 1901), um estudante brasileiro da Paraíba do Sul, que cursou Direito em Coimbra.
Foi caloiro da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra no ano lectivo de 1921-1922, tendo acompanhado com grandes figuras da música e do canto de Coimbra, como António Menano (1985 – 1967), Américo Cortêz Pinto (1896 – 1969), Adozindo Providência (1897 – 1972), Fausto Frazão (1897 – 1947), os da sua idade Roseiro Boavida (1898 – 1975) e António de Sousa (1988 – 1981). Acompanhou ainda Edmundo de Bettencourt (1899 – 1973)[4], Artur Paredes (1899 – 1980), D. José Pais de Almeida e Silva (1899 – 1969), um ano mais novos que Roma da Fonseca, Francisco da Silveira Morais (1899 - 1959), João Carlos Celestino Gomes (1899 – 1960). Conviveu com muitos outros que já incorporavam os ventos de mudança da geração da Presença que nasce formalmente em Coimbra no ano de 1927.
Casou em Lagoa, concelho do distrito de Faro, Algarve, no ano de 1944, na Conservatória do Registo Civil de Lagoa, com Maria Emília Cardoso Rogado, natural desta freguesia de Lagoa[5]. Viveu no Algarve e depois já no fim da sua carreira de médico estomatologista, estabeleceu residência em Almada. Conta-nos o professor António Martinó de Azevedo Coutinho[6], que o Dr. Roma da Fonseca por volta dos anos 50 do século passado passava largas temporadas em Portalegre, onde tinha consultório com o colega Dr. Luz e Silva. Escrevia poesia que publicava no semanário local “A Rabeca”. Era no dizer de Azevedo Coutinho “ … um poeta inspirado, com profundo conhecimento do meio e das personalidades locais, sendo dotado de um espírito mordaz e muito observador das peculiaridades indígenas.”. Adianta-nos ainda, que na década de sessenta residia em Almada informando-nos que  “ … registam-se notícias suas, ligadas ao Café Central, que assiduamente frequentava e onde, apesar da avançada idade, partilhava vastos e profundos conhecimentos de excepcional cultura geral que ainda detinha, com estudantes e interessadas, em públicas palestras de mesa que ficaram célebres”. Esta sua faceta de homem de cultura, poeta e disponibilidade de participar em tertúlias académicas, ensinando e muito, os mais jovens, é salientada em artigo sob o título “Coisas de Almada e da Gente Que Viveu e Vive Almada”[7], datado de 5 de Dezembro de 2010, num blog que recorda o convívio e as tertúlias do Café Central, na praça da Restauração em Almada.
Faleceu na freguesia do Campo Grande, em Lisboa, a 29 de Março de 1972[8].
Nota - A caricatura apresentada, foi retirada do blog e do artigo apresentado na referência 5.
Manuel Marques Inácio

[1] Da Certidão de Idade presente no processo depositado no Arquivo da Universidade de Coimbra, com entrada a 9 de Outubro de 1920.
[2] Em “Grandes Figuras da Medicina Portuguesa” edição da Faribérica, Produtos Farmacêuticos, SA (por indicação do seu conterrâneo António Fontes Coelho)
[3] Ver o que sobre o assunto se apresenta na referência 4.
[4] Segundo os investigadores Coronel José Anjos de Carvalho e Dr. António Manuel Nunes, no seu artigo “Fado de Santa Cruz”, publicado neste blog (Parte III) a 21 de Maio de 2009, este tema. “O Fado de Santa Cruz (Igreja de Santa Cruz)”, foi divulgado em Coimbra por Roma da Fonseca, tenor e serenateiro, que o ensinou a Edmundo de Bettencourt.
[5] Averbamento da Conservatória do Registo Civil do Alandroal, datado 15 de Março de 1944, no assento de baptismo de Fortunato, natural do Alandroal, assento nº 57de 12 de Novembro de 1898
[6] No seu blog htpp;//largodoscorreios.wordpress.com, no artigo A Rua Direita – 2, acedido em 6 de Novembro de 2012.
[7] No blog htpp://almadalmada.blogspot.pt acedido em 6 de Novembro de 2012.
[8] Averbamento na página 2 do assento de baptismo de Fortunato, natural do Alandroal, assento nº 57de 12 de Novembro de 1898
 

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quarta-feira, 12 de junho de 2013



Título: MONDEGO
Subtítulo: Polka-Mazurka pour le piano
Dedicatória: À mon père
Autor: J. C. O. [autor não identificado]
Origem: Coimbra [?]/Lisboa [?]
Editor: Sassetti et Cie., Rua Nova do Carmo n.º 39 E e[t] 39 F
Data: s/d [década de 1860?]
Digitalização: Octávio Sérgio (2013)
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António Manuel Nunes
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Som da partitura em MIDI: https://soundcloud.com/oct-vio-s-rgio-azevedo/mondego

sábado, 5 de janeiro de 2013

Vamos agora para o Blog "Guitarra de Coimbra V"

Um agradecimento a Ângelo Correia que conseguiu solucionar os problemas que apareceram. Clicar no endereço que se segue:

http://guitarradecoimbra4.blogspot.pt/  (Guitarra de Coimbra V)

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Carlos Couceiro

Se estivesse físicamente entre nós, faria hoje anos, o CARLOS ALBERTO MARTINS COUCEIRO, que nascera no Lobito (Angola), a 3 de Janeiro de 1930, e vem a falecer em Lisboa, a 6 de Março de 2010. Fez a Instrução Primária, e o Liceu até meio do 4º ano, no Lobito, rumando depois a Coimbra, onde termina o curso liceal no Liceu D. João III, Faz os Preparatórios de engenharia em Coimbra, e segue para o Porto, onde se forma em engenharia civil, no ano de 1955.
O Couceiro, "Faísca" de sua mãe, como ele gostava de contar, foi um engenheiro competentíssimo, professor do Ensino Superior, muito dedicado com uma experiência prática invulgar, e sobretudo um homem de uma grande fraternidade, cultivando a amizade em todas as suas múltiplas vertentes.
A sua sensibilidade apurada, que se deixa conhecer nos seus escritos e sobretudo na poesia, ficará também na nossa memória associada à forma, ao estilo, à musicalidade com que tocava guitarra. Foi aluno de mestre Flávio Rodrigues (1902 - 1950), e depois de Manuel Branquinho (1929 - 1999).
Na sua casa da Av. da Liberdade, em Lisboa, nos já longínquos anos 75, do século passado, nasceu o Grupo de Fados e Guitarradas de Coimbra "Porta Férrea", para quem ele é, e será sempre, a referência principal. Á sua volta, na sua casa, juntavam-se os seus amigos que queriam, e que tinham disponibilidade para aparecer nos ensaios, que basicamente constituíam uma Tertúlia Coimbrã, onde também se tocava e cantava Coimbra. Assim continuou este espírito de confraternização e amizade, na sua casa do Restelo, enquanto a saúde o permitiu.
A foto que se apresenta, diz respeito à homenagem que lhe é feita em Coimbra, em 2009, onde ficou gravado na pedra, um seu poema sobre a sua amada Coimbra.
Lá onde estiveres, em Paz e no descanço eterno, Couceiro amigo, terás sempre por companhia, a lembrança dos teus amigos, que jamais te esquecerão. E são muitos!
Até sempre, até logo, amigo
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Manuel Marques Inácio

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Grupo Allegro

Grupo ALLEGRO dirigido por Manuel Abreu.

SÁBADO 5 DE JANEIRO ÀS 21,30H
CONCERTO DE REIS
PELOS PRÍNCIPES DA MÚSICA  "GRUPO DE CORDAS ALLEGRO"
CAFÉ SANTA CRUZ - COIMBRA

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Recordo no dia de hoje, 1 de Janeiro de 2013, esta grande figura da música de Coimbra, Félix Albano de Noronha, compositor e guitarrista de Coimbra, que nasceu em Margão, Índia, a 22 de Setembro de 1902 e faleceu em Lisboa a 1 de Janeiro de 1968.
Foi segundo guitarra do grande mestre Artur Paredes (1899 - 1980), e depois, face ao seu real valor e desempenho, autonomizou-se como primeiro guitarra,. Compôs instrumentais (variações) e músicas para canções, de reconhecido valor. É no entanto uma figura, injustamente, muito esquecida. As suas gravações não foram divulgadas. Excepção seja feita ao magnífico trabalho que Frias Gonçalves vem desenvolvendo, e quem todos devemos estar gratos. Sem ele, seria muitíssimo difícil, ouvir as suas variações em Dó Maior e em Lá menor.
Foram seus segundos guitarras, entre outros, Felisberto Passos (1906 - 1986) e Afonso de Sousa (1906 - 1993), estando este último, ao seu lado, nas gravações dos seus amigos e contemporaneos, Armando Goes (1906 - 1967) e Almeida d'Eça (1902 1958).
Este médico, grande figura da música de Coimbra, é outro dos "esquecidos" no 3º volume (L-P) ENCICLOPÉDIA DA MÚSICA EM PORTUGAL NO SÉCULO XX. Infelizmente há muitos mais.
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Manuel Marques Inácio

Dr. Ângelo Vieira Araújo, grande figura do Canto e da Música de Coimbra, que se estivesse entre nós, faria 93 anos, hoje dia 1 de Janeiro de 2013. Isto de acordo com o registo oficial, pois na realidade nasceu no dia 18 de Fevereiro de 1919, mas o pai, apenas o registou quase uma ano depois.
Este homem de rara sensibilidade, de carácter exemplar, médico fisiatra de reconhecidos méritos, compositor de Canções de Coimbra, que ficarão célebres para sempre, deixou-nos a 30 de Julho de 2010. Nascera em Carquejido, S. João da Madeira, e faleceu em Lisboa. Está sepultado na sua terra natal.
Permitam-me que recorde apenas algumas das suas composições:
- FEITICEIRA (Ó meu amor, minha linda feiticeira)
- CARTA (Esta carta será a derradeira)
- COIMBRA DOS MEUS ENCANTOS (Ó Coimbra tens tais encantos)
- CONTOS VELHINHOS (Contos velhinhos de amor)
- SANTA CLARA (Santa Clara, Santa Clara)
- MARIA SE FORES AO BAILE
- BALADA AO CREPUSCÚLO (As ondas beijando a areia)
- SUSPIRO D'ALMA (Suspiro que nasce da alma)
Quando faleceu, a imprensa escrita referia que partia uma figura incontornável da Canção e da Música de Coimbra, que marcou profundamente a década de 40 do século passado.E dizia bem!
No entanto, e por incrível que possa parecer, no ano da sua partida, saíra meses antes, o 1º Volume da ENCICLOPÉDIA DA MÚSICA EM PORTUGAL NO SÉCULO XX, que o ignora totalmente. Falha irreparável e incompreensível, que o nosso amigo, e que Coimbra, não mereciam.
Ângelo Araújo, que muitos de nós bem conhecemos, que tivemos o previlégio de ser seus amigos, e aprender tanto e tanto com ele, sabe que jamais o esqueceremos!
 
Manuel Marques Inácio

(Em cima, capa da Fotobiografia de Ângelo Araújo, da autoria de Manuel Marques Inácio, saída em julho de 2007)

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Exmo. Senhor Provedor do Telespectador,

Aquando do falecimento do cineasta Fernando Lopes, a RTP-2 rendeu-lhe a devida homenagem com a exibição de um documentário e um dos seus filmes, se bem me lembro, "O Fio do Horizonte".
Agora que outro grande vulto do cinema português – Paulo Rocha – nos deixou, constato decepcionado que não foi tomado idêntico procedimento, como seria expectável e razoável no serviço público de televisão. Eu, se estivesse na direcção de programas, teria exibido, no mínimo, um destes filmes: "Os Verdes Anos", "Mudar de Vida" (ambos com música de Carlos Paredes) ou "A Ilha dos Amores", baseado na vida do escritor Wenceslau de Moraes em terras nipónicas. Agora nada?! Nem sequer um documentário biográfico (que o há no arquivo, a menos que tenha sido entretanto destruído)?! É de bradar aos céus! É caso para dizer que o serviço público de televisão está actualmente a ser dirigido por gente muito incompetente...

Com os melhores cumprimentos,

Álvaro José Ferreira

domingo, 30 de dezembro de 2012


Os irmãos Raposo, Miguel e Philippe, interpretando o "Ensaio nº 3" de Octávio Sérgio, nos encontros de Guitarra deste ano, organizados pela Orquestra Cássica do Centro, em Coimbra. Uma interpretação muito própria, mas muito interessante.

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sábado, 29 de dezembro de 2012

Ainda o lançamento do livro com as partituras da obra de Francisco Martins. Diário de Coimbra de ontem.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Homenagem a Francisco Martins no Diário as Beiras de hoje. Artigo de Mário Nunes e reportagem fotográfica.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Cordis



"Exercício" de Jorge Gomes, na interpretação do Cordis. Tema tirado do Youtube, por sugestão de Marinela St. Aubyn. Tocam: Bruno Costa, guitarra e Paulo Figueiredo, piano.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Francisco Martins e algumas das suas partituras em livro. Diário de Coimbra de hoje.

domingo, 23 de dezembro de 2012











Apresentação do livro de partituras da obra de Francisco Martins no Pavilhão Centro em Coimbra. Em cima, temos a capa do livro e a página 11, além de fotos do pequeno momento musical com Rui Pato, José Martins, José Miguel Baptista e Octávio Sérgio.
Para quem quiser adquirir o livro, este encontra-se na Livraria Almedina e em On-Line.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012


Francisco Filipe Martins vai ter no próximo sábado o lançamento do primeiro volume das partituras da sua obra. Saúda-se esta iniciativa. 

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Cantos e Variações

A mudança
Aqui qualquer coisa, como em qualquer lugar, as derivadas alturas da mudança chegam, não se sabe bem de onde, se daqui ou de além, da rua de Cá ou de Lá, se veio no comboio das 20h, que parou na rua de Acolá.

Não sabemos. A única verdade, e vidência possivel, é que na vida nada é passivel de ser visto, adivinhado, ou até premonizado. Os Maias que o digam. O mundo acabou, e hoje estou aqui a escrever. Ele há coisas do diabo (com letra minúscula, não vá ele ouvir).

A bem, ou mal, todos chegamos a um ponto. Ponto esse que nada tem de gramatical (pois se assim fosse não deixava de ser uma vírgula) mas falo de um ponto que faz com que hoje diferente de ontem tenhamos calçado as sapatilhas, para deixar de lado o fato de gala. É assim mesmo quando é preciso caminhar. O sapato de sola, para além de escorregar é certo que ao fim do dia, vamos ter bolhas nos pés. (Está a ficar confuso? Bem, tudo fará mais sentido – assim espero – mais à frente).

Agarramos as sapatilhas, agarramos as calças de ganga, não deixamos o casaco de corte mais fino ou grosso – porque afinal já que não se anda de cartola e bengala, anda-se pelo menos bonito e arranjado – para nos agarrarmos a visões, outras visões, epifânicas ou talvez não, a bem da verdade, são as nossas visões, que passando por onde passamos nos trouxeram até aqui.

Foi bom, passar por um processo de “gourmetização” bem democrática, de um gosto que de particular a comum, se tornou do mais genérico possível.

Hoje, somos cada vez mais um com as raízes que nos prendem, mas com vontade de crescer, virar as folhas para o céu, e apanhar cada bocado de Sol (que vai sendo cada vez mais raro no meio da cultura musical portuguesa) e continuamos. Connosco, com o Zeca, o Paredes, o Adriano, os nossos companheiros de sempre, onde vamos juntando outros, e onde outros vêm, e acima de tudo passam, e outros tantos que ficam.

Em dois anos, é certo, muita coisa muda.
E nós não somos excepção.
Mudamos.
Com a visão. A nova visão, dos Cantos e as Variações tradicionais, ao neo-clássico, e à música que é de todos e para todos.

Vem aí 2013. E nós, vamos a isso. Amigos, venham também.
O Cantos & Variações.

NA INTERNET

O Blogue Cantos & Variações, não fica por aqui, não o permitiria a mim mesmo. Carinho pessoal, de um trabalho meu e de nós todos, só mudará de sitío.

Assim sendo partindo no principio da mudança o Blogue Cantos & Variações vai dividir-se em:

  1. Blogue Variações em Lá menor: http://variacoesemlamenor.wordpress.com/
    1. A quem estiver à procura do Blogue Cantos & Variações ele mesmo, pelo seu conteúdo, temático e mais pedagógico do mundo da temática da música Coimbrã.
  2. MySpace Cantos & Variações: http://www.myspace.com/cantosevariacoes
    1. A quem estiver à procura do Cantos & Variações, ele mesmo, vivido e tocado. Para seguir os nossos CONCERTOS, MÚSICA, FOTOGRAFIAS e EVENTOS em geral, venham, venham ouvir-nos. E partilhem, muito.
Assim, eu vou continuar a ser eu mesmo, em duas paragens diferentes, com dois contextos diferentes. O Blogue continuará igual assim mesmo, assim como todos nós, uma visão sobre a música portuguesa. E a Guitarra de Coimbra, esteve, está, e sempre estará.
Este Blogue desaparecerá até ao final do ano, adicionem estes novos sítios aos vossos favoritos.
POR AQUI
Por ali, e por todo o lado, nós continuaremos iguais. Mais crescidos, maduros quem sabe, mas iguais. A nós.

domingo, 16 de dezembro de 2012

Fontes Rocha, um dos maiores vultos da Guitarra de Lisboa, aqui tocado ao vivo por Miguel Amaral e João Moutinho, numas variações em Sol.

http://youtu.be/UKmhqhApFKs

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012




quinta-feira, 13 de dezembro de 2012


Capa do livro "Músicos do Território Salatina" e duas fotos do mesmo. Edição da Câmara Municipal de Coimbra.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

 
Av.ª Bissaya Barreto e Pract.ª Prof. Mota Pinto, 3000-075 Coimbra www.lahuc.com Tel: 239 400 584 Fax: 239 482 833 liga.huc@gmail.com NIB: 0035 202400002680730 13
 O melhor da vida todos os dias’’
LIGA DOS AMIGOS DOS HOSPITAIS DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA
CARTA DE APRESENTAÇÃO
Quem somos
A Liga dos Amigos dos Hospitais da Universidade de Coimbra (LAHUC) nasceu em 1990, sob o lema “O melhor da vida todos os dias”, por iniciativa de um grupo de pessoas de boa vontade onde se destacaram, entre outros, alguns profissionais de saúde. Teve como principal dinamizador o médico José de Sousa Fernandes. Foi crescendo, com muitas dificuldades, organizou-se e hoje orgulha-se de ser uma instituição que se mantém inteiramente fiel aos ideais de servir e de intervenção afectiva no apoio aos doentes dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC-CHUC) e suas famílias, contribuindo para a dignificação do doente e uma maior humanização dos hospitais e trabalhando de forma articulada com estes.
O que fazemos
Quotidianamente, a LAHUC, apoio social de natureza variada a doentes e famílias em situação desfavorecida.
Atribui enxovais a mães carenciadas nas nossas maternidades.
Distribui vestuário, calçado, mantas/cobertores, medicamentos, utensílios domésticos, material escolar e géneros alimentares.
Empresta cadeiras de rodas, canadianas, andarilhos e outros equipamentos a doentes que, tendo tido alta hospitalar, têm dificuldades financeiras para a sua aquisição.
Enquadra o apoio pedagógico dado por professores, a jovens, de famílias menos favorecidas, com baixo rendimento escolar.
Realiza acções de formação, devidamente acreditadas, para cidadãos portadores de deficiência ou incapacidades, nomeadamente na área da informática e do secretariado.
Apoia emocionalmente os doentes internados, levando diariamente sorrisos e mensagens de apoio, através de um corpo de Voluntários, que disponibilizam o seu tempo livre em prol daqueles que se encontram em sofrimento.
Realiza acções de sensibilização junto da comunidade, em escolas, juntas de freguesia entre outras, com o fundamento de difundir os valores da solidariedade, humanização e ajuda ao próximo.
Promove/organiza campanhas de angariação de bens e géneros para apoiar quem nos procura em momentos de maior fragilidade.
O que nos motiva
Contribuir para a construção dum mundo melhor todos os dias. Sendo o seu maior património os valores de solidariedade e de fraternidade, a LAHUC é sentida e vivida pelos seus associados, voluntários e colaboradores de forma intensa e generosa, na dádiva de cada um e de todos para a construção duma sociedade melhor.
É esta a nossa razão de ser e a nossa motivação.
A Presidente da Direcção
Isabel de Carvalho Garcia

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Luiz Goes vai ser homenageado pela LAHUC, no casino da Figueira da Foz. Actuam a Orquestra dos Antigos Tunos, Jorge Condorcet e o grupo "Raízes de Coimbra". Diário de Coimbra de hoje, com texto de A. F. e foto de Figueiredo.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Início das comemorações dos 125 anos da Tuna Académica da Universidade de Coimbra

 
A Tuna Académica da Universidade de Coimbra comemora no ano de 2013, 125 anos de existência. As comemorações tiveram início no passado sábado, 24 de Novembro, na cerimónia do 92ª aniversário da Tomada de Bastilha. Este evento, promovido pela Associação dos Antigos Estudantes de Coimbra em Lisboa, decorreu no Casino do Estoril, e contou com a participação da Orquestra da TAUC. Foi homenageado o Dr. Augusto Camacho Vieira pela voz de António Toscano, e houve também lugar para uma Serenata pelo "Grupo Jurídico de Canto e Guitarra de Coimbra" e para um F.R.A. de despedida.
Foi assim dado o mote para o arranque das comemorações dos 125 anos da TAUC, que decorrem até Junho de 2013. Para além de um VI Ciclo de Música Instrumental e de outros concertos, haverá também lugar para um Jantar Comemorativo dos 125 anos, onde se pretende reunir várias gerações de tunos. Pede-se a quem se quiser manter informado sobre este jantar e sobre todo o programa das comemorações dos 125 anos da TAUC, que estabeleça contacto com a Comissão Organizadora das Comemorações dos 125 anos da TAUC, preferencialmente através do email tauc125anos@gmail.com;

Contacto da Comissão Organizadora das Comemorações dos 125 anos da TAUC
TAUC no Facebook:
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Foto: Orquestra da TAUC a 24 de Novembro no Casino do Estoril, por ocasião das comemorações do 92º aniversário da Tomada da Bastilha, organizadas anualmente pela Associação dos Antigos Estudantes de Coimbra em Lisboa. Esta participação marca o início das comemorações dos 125 anos da TAUC.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Castro Madeira

O cantor de Fados de Coimbra Castro Madeira do Grupo de Águeda, aqui numa caricatura de Nelson Leal.


Os Trovas do MinhoGrupo de Fados e Cantares de Coimbra, terão o privilégio de efetuar um espetáculo no âmbito da Capital Europeia da Cultura - Cidade de Guimarães.

Este espetáculo será realizado dia 1 de Dezembro, pelas 21h30, nos Paços dos Duques de Bragança, junto ao Castelo de Guimarães; como que diríamos, no âmago da nossa Portugalidade.

Destacamos a particular relevância dada pela Capital Europeia da Cultura, à Canção de Coimbra, pelas mãos dos Trovas do Minho, um grupo que pretende representar o estilo musical “Canção de Coimbra” na sua área de influência; invocando a sua região; o Minho, a sua iminente Portugalidade, assim como todo o imaginário associado à Canção de Coimbra; enfatizando o seu “Reportório Tradicional Minhoto”, numa lógica de rigor estético, reportório abrangente e assinalável qualidade musical.

Trovas do Minho 11/2012
http://www.facebook.com/Trovasdominho 

terça-feira, 20 de novembro de 2012


domingo, 18 de novembro de 2012

Olga Prats

Documentário sobre Olga Prats e os compositores portugueses na RTP 2 - este Domingo, 18 de Novembro.
 

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Raúl Costa

Próximos concertos de Raúl da Costa:

- Dia 21 de Novembro, 19 H. Transmissão direta RDP Antena 2 (Concerto aberto Antena 2).


- dia 22 de Novembro, 18 H- Universidade Católica Porto, no Curso "Saber Ouvir" de António Victorino D'Almeida.

- dia 23 de Nov. 21.30 H- Concerto de piano na Gulbenkian, em Braga.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

 
Convido todos a estarem presentes no concerto CORDIS em Quinteto nos Festivais de Outono '12, na próxima 6ª feira, dia 16 de Novembro, pelas 21,30h, no Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro.
Vão estar em palco, além do CORDIS (Paulo Figueiredo (piano) & Bruno Costa (guitarra portuguesa), os convidados Luís Formiga (bateria), Luís Oliveira (contrabaixo) e Edjam (saxofone e flauta).
A entrada é livre e esperamos poder contar com a presença de todos em mais um encontro com a nossa cultura, as nossas raízes, levando um pouco mais além a exploração da modernidade da guitarra portuguesa e da música de Coimbra.
CORDIS em Quinteto nos Festivais de Outono '12
Encontro marcado com a fusão surpreendente de raízes e modernidade, tradição e inovação, traduzidos em pinturas musicais capazes de conduzir o ouvinte por novas e apaixonantes viagens.
No coração. Com alma. Para o espírito.

Paulo Figueiredo
96.2774479

pnfigueiredo@yahoo.com  
facebook.com/cordispianoeguitarraportuguesa   

segunda-feira, 12 de novembro de 2012


Regulamento

Prémio Edmundo de Bettencourt – 2ª série

Preâmbulo

            O Prémio Edmundo de Bettencourt foi instituído pela Câmara Municipal de Coimbra, em 25/11/2002, com o objectivo de homenagear o poeta e cantor presencista Edmundo de Bettencourt (1899-1973), figura principal na inclusão, nos anos 20 do século XX, do modernismo musical na Canção de Coimbra.

            Inicialmente, o referido prémio pretendia incentivar a criação de novos temas e o aparecimento de novos valores neste género musical, através da concessão de um apoio financeiro à edição do melhor trabalho discográfico de originais (num mínimo de 10 originais cantados) no formato CD, no género Canção de Coimbra.

            Contudo, após quatro edições, constatou-se pouca motivação por parte dos cultores da Canção de Coimbra em se proporem com trabalhos originais ao referido prémio.

            Mantendo-se, contudo, o interesse do Município na continuidade do apoio à Canção de Coimbra, decidiu-se reformular o Prémio Edmundo de Bettencourt, tornando-o mais abrangente, simples e apetecível.

            Com esse objectivo, instituiu-se uma 2ª série do Prémio Edmundo de Bettencourt, através da elaboração de nova regulamentação, alargando-se o objecto do Prémio aos trabalhos que não sejam originais e simplificando-se o procedimento de candidatura e de apuramento e classificação das obras a concurso.

            Assim, ao abrigo do disposto nos artigos 241º da Constituição da República Portuguesa, 112º a 119º do Código do Procedimento Administrativo e 64º nº 4, alínea b) e nº 7, alínea a), da Lei nº 169/99, de 18 de Setembro, com as alterações introduzidas pela Lei nº 5 – A/2002, de 11 de Janeiro, elaborou-se o presente regulamento, cujo teor é o seguinte:

Artigo 1º

Instituição e finalidade

  1. O presente regulamento define as normas que regem as edições do concurso Prémio Edmundo de Bettencourt – 2ª série, instituído pela Câmara Municipal de Coimbra com o objectivo de homenagear o poeta e cantor presencista Edmundo de Bettencourt.
  2. O Prémio é concedido, bienalmente, nos anos ímpares.
Artigo 2º

Objecto do Prémio

  1. O Prémio Edmundo de Bettencourt destina-se a galardoar os trabalhos de Canção de Coimbra em formato CD (com o mínimo de 10 temas) que tenham sido edição de autor ou de editoras, com distribuição comercial, no decurso dos dois anos civis anteriores ao da edição do prémio.
  2. Os trabalhos a concurso têm de ser constituídos maioritariamente por temas cantados, originais ou não.
Artigo 3º

Natureza do Prémio e Condições de entrega

  1. O Prémio Edmundo de Bettencourt é de valor pecuniário, no montante de 5000 EU (cinco mil euros).
  2. O autor da obra premiada recebe ainda um diploma.
  3. A atribuição do Prémio é oficializada através da entrega do diploma na sessão solene do Dia da Cidade, ou seja, no dia 4 de Julho.
  4. O valor monetário é entregue aquando da divulgação da obra vencedora numa apresentação pública a realizar até ao final do ano referente à edição do Prémio.
Artigo 4º

Publicitação do Concurso

O concurso para atribuição do Prémio Edmundo de Bettencourt é publicado durante o mês de Novembro do ano anterior ao da sua realização, designadamente, através da imprensa e da página da Internet da Câmara Municipal de Coimbra.

Artigo 5º

Termos da Candidatura

  1. As obras concorrentes devem ser entregues pessoalmente nos serviços de atendimento da Câmara Municipal de Coimbra ou, em alternativa, enviadas por correio, registado com aviso de recepção, em envelope fechado com a indicação exterior “Prémio Edmundo de Bettencourt”, para Câmara Municipal de Coimbra, Departamento de Cultura, Praça 8 de Maio, 3000-300 Coimbra.
  2. Por cada obra concorrente devem ser enviados quatro exemplares.
  3. As candidaturas podem ser apresentadas directamente pelos intérpretes ou através das editoras discográficas.
  4. Cada grupo ou intérprete concorrente pode apresentar mais do que uma obra.
  5. As obras a concurso não são devolvidas-
Artigo 6º

Prazo da Candidatura

  1. As candidaturas devem ser apresentadas entre os dias 2 e 31 de Janeiro do ano da edição do Prémio.
  2. No caso das obras remetidas pelos correios é considerada, para efeitos de prazo de recepção, a data do registo postal.
  3. O Prémio não é atribuído caso não seja recebida qualquer obra até à data limite do prazo acima indicado.
Artigo 7º

Júri do concurso

  1. Para efeito da atribuição do prémio Edmundo de Bettencourt é constituído um Júri composto por quatro elementos, um dos quais o Presidente da Câmara Municipal de Coimbra ou o Vereador em quem tenha delegado a competência, que presidirá e terá voto de qualidade em caso de empate, e três individualidades ligadas à música a designar pelas seguintes entidades:
        a)       Câmara Municipal de Coimbra;
   b)      Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (Estudos Artísticos);
        c)       Conservatório de Música de Coimbra.
  1. Estão impedidos de pertencer ao Júri os intervenientes, directos ou indirectos, nas obras a concurso.
  2. O Júri deve designar um representante, de entre os seus elementos, que procede à elaboração de um texto apreciativo da obra que venha a ser seleccionada para ser lido publicamente na sessão solene de entrega do Prémio.
Artigo 8º

Apuramento e classificação

1.       As deliberações do Júri são tomadas por unanimidade ou maioria, excluindo-se sempre a posição de abstenção.
2.       Não há lugar a prémio ex aequo, nem a menções honrosas, reservando-se o Júri o direito de não atribuir o Prémio por falta de qualidade das obras apresentadas a concurso.
3.       Tomada a decisão, o Júri elabora uma acta final com a classificação e a sua proposta para homologação, a submeter a deliberação da Câmara Municipal de Coimbra.

Artigo 9º

Homologação da decisão

1.        A Câmara Municipal de Coimbra deve deliberar sobre a proposta de decisão do Júri e tornar a sua decisão pública até ao dia 31 de maio do ano referente à edição do Prémio.
2.        Da classificação homologada não há recurso.

Artigo 10º

Casos omissos

Os casos omissos e as dúvidas de interpretação são resolvidos pelo Júri, de cuja decisão não há reclamação ou recurso.

Artigo 11º

Norma Revogatória

Com a entrada em vigor do presente regulamento revoga-se o regulamento publicitado pelo Edital nº 285/2002.

Artigo 12º

Entrada em vigor

O presente regulamento entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação.

Enviado por Jorge Cravo