segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Paulo Saraiva

Foi-me há pouco comunicado por Rui Pato que Paulo Saraiva morreu hoje. Era um bom companheiro. Ainda o acompanhei algumas vezes, uma delas com Machado Soares. Até sempre, Amigo Paulo.
Segue uma pequena biografia, retirada da internet.
Paulo Saraiva, nasceu em Coimbra no ano de 1964 e cedo iniciou a sua actividade musical como aluno da Escola de Guitarra Clássica do extinto F.A.O.J., em 1975, tendo como professor, Luís Filipe Roxo. Nos anos 80 inscreve-se na Escola de Fado do Chiado, em Coimbra, onde começa a cantar, tendo como professor, o guitarrista Jorge Gomes. Mais tarde faz parte da Tuna Académica da Universidade de Coimbra, integrando a Orquestra e um grupo de fados, e da Secção de Fado da Associação Académica de Coimbra, onde colabora na fundação da Orquestra Típica, Orxestra Pitagórica e Estudantina Universitária de Coimbra, para além de colaborar com diversos grupos de fado. Ainda estudante, funda dois grupos de fados, o Grupo Académico de Fados e o Grupo Torre d’Anto, para além de colaborar com o “Toada Coimbrã”, com o qual se estreia na Sé Velha, numa Serenata Monumental da Queima das Fitas. No final dessa Serenata, conhece António Portugal que o convida para integrar o Grupo de Guitarras e Cantares de Coimbra. É assim que passa a cantar acompanhado pelo melhor conjunto de guitarras de Coimbra de todos os tempos: António Portugal e António Brójo nas guitarras, e Aurélio Reis e Luís Filipe Roxo nas violas. Com este grupo, quer em Portugal, quer no estrangeiro, actua ao lado de grandes nomes da Canção Coimbrã, tais como Luiz Goes, António Bernardino, Augusto Camacho Vieira e Fernando Rolim, entre outros. Abandona o grupo após a morte de António Portugal. No inicio dos anos 90, radica-se em Lisboa onde actuou durante mais de uma década no “Sr. Vinho”, uma das mais afamadas casas de fado da capital. Em 1997, grava o seu primeiro cd a solo, “Canções Com Lágrimas”, que conta com a participação especial de Vitorino e Janita Salomé em “Trova Do Vento Que Passa” e de António Bernardino em “Trova Nova”. A parte instrumental foi assegurada por Ricardo Dias e Manuel Portugal, nas guitarras portuguesas, e por Luís Carlos Santos na guitarra clássica. A sua carreira tem-se dividido por palcos nacionais e no estrangeiro. Espanha, Holanda, França, Bélgica, Alemanha, Luxemburgo, Marrocos, Brasil, Cuba, Canadá, Tailândia, Malásia, Singapura e São Tomé e Príncipe, são alguns dos países onde já actuou. Tem participado em vários programas televisivos e radiofónicos, quer aquém, quer além fronteiras. Actualmente, o seu reportório inclui vários estilos de música portuguesa, desde o Fado de Coimbra até ao Canto de Intervenção, passando pela Musica Popular Portuguesa. Para além de temas da autoria de grandes nomes da música portuguesa, como José Afonso, Adriano Correia de Oliveira, António Portugal e Luiz Goes, entre outros, interpreta, também, temas de sua autoria.

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